29/11/2007

Mutável Palavra


Assexuada fraqueza no susto de uma fábrica universal em cadeia,
transgenizo me , sem custo , por certo , vago SINAL.
Em tuas frontes amplas e serenas golpeiam verdades terrenas ,
entre os peitos, mão branca ao coração, baú lacrado, guardado, em caixão,
melhor : ó inúmeras estrelas variantes , infiéis , belas!
Antecipo a vasta ausência, tento enternecê-la ,
foi me severamente proibido falar.

Um pranto lambido sobre a crosta, ferida , precisamente onde a beleza
Acaba.
Ah a ideia de fragilidade, evocando emoções o rubor na tua face é deveras convincente.
Como já disse!

Ao lado da razão e da sensibilidade , senta-se um ser humano em múltiplos cardeais Estes , o seu ondulado branco cabelo fustiga me a cabeça cheia da tormenta,
trespassando a alma.
Eu também me culpo, rastejando , volvendo animal de combate
subo incansável em direcção à indiscrição
o rio inclinado resiste me intenções.
Mas ao primeiro entusiasmo do sucesso, empurro me
como um furacão, não me ilibo, alcanço me!
Dissoluta e mutável palavra.
Acreditas na vida eterna.

27/11/2007

ERA uma vez … um SISTEMA de produção...



Ir por aí como quem calcorreia por sobre a epiderme, em empedrados de linhas geométricas , num basáltico misto calcáreo , que as mãos calejadas suaram. Suor do trabalho , caralho , ao civismo polifodido , sim , sim , esse mesmo que planta estátuas de ferro atadas a pés. São laços de veludo é verdade, mas apertam sempre mais, mais , não há resistência mais resistente.
Contente manténs te firme e rocheo nesse teu, vai e não vem, deambulante como sonâmbulo do próprio sono.
Buscas sempre um metro mais à frente, o que te perdeu, o encontrado momento passado.
Ufanas glórias a ti próprio, palitas dos dentes os restos carnais do talho da vida, carniceiro profissional bem sucedido , os extractos o demonstram.
Defecas trâmites , normaputaleias , vais de vento em popa, sentes-te bem, intestinalmente desempenhas tua função com os primórdios da sapiência , obras bem , munido das toxinas carnais e de uma sofisticada essência enganadora ,comprada aos fazedores de cheiros por grosso dinheiro.
Como único fazedor de merda , monopolizas o mercado , estabeleces parâmetros , com uma requintada bebida forte em mãos e com o teu poder chafurdas na tua própria produção.
A clientela é vasta e basta , chafurdear a trampa foi-lhes estabelecido por seus próprios anseios e meios.
Este Tempo vem te falando, já de dedo em riste; o teu sistema de produção liberta gases letais e de odores nauseabundos, ameaças já seriamente o meio envolvente, provocas desequilíbrios ecológicos , assim com os poderes que nos assistem condenamos-te ao entupimento total.
Nós Conselho do Nada Intergaláctico possuímos o excelso vedante anal, conseguimo-lo após árduas pesquisas, e decretamos a execução imediata da sua implantação.
E assim e após retirada do Conselho, as Guardiãs do Templo, implantaram o vedante anal no produtor de merda. Por segurança as Guardiães remeteram-no a ele o produtor de merda ao vácuo sabendo da sua certa implosão, garantindo ás juventudes vindouras um ar mais cheiroso… respirável…

23/11/2007

Lésbico machismo


Andava em bicos dos pés largos
á noite na hora que me tem puro
encontrei-te toda molhada
vento por cima
trovão por baixo
como se nada fora do passado
de paixão fática

estase como lugar do valor
da ruralidade e da feminilidade não verbais
esgotei os cálices

a chama que me tem ardido
a mão que houvera imposto ferir
a compaixão da maldade
a sensualidade tão clara
o lésbico machismo

deste me um sofrimento, como um deus a mim

acabado o amor ou revolução, vestes o preto vestido
fica te bem.

17/11/2007

OMNIAUSENTE


Eterno cheiro onde as imperfeições são propositadamente de certeza ambíguas. Sendo eu ser pouco definido, no universo desordenado, dialecto guerreiro da personalidade, qualquer coisa de intermédio, uma gestação descontínua do feto ( resumindo ) sou omniausente.

Uma vontade secular faz me agarrar tua mão; tão sómente um pequeno gesto sobre os medos da aproximação. Lábios de carne na boca um subtil vermelho, que beleza teu beijo.
“ e a carne fez se verbo”… em história, até no mais incógnito, fixar começos absolutos, perscrutando o abismo do fundo é espinhosa acção.
rezar , exorcizar, correr…
Um outro tempo. Assumo me como incerteza de mim, embora todas as faculdades permaneçam, precavendo desvios.
Falo na linguagem
– falo –
uma estrutura de tecidos mais fluidos e esvoaçantes , talvez um sumptuoso algodão incrivelmente espantoso. Quando evitei a passagem subterrânea queria era mesmo VER TE num esplêndido esquema gradual de cores:
era minha orientação.
No trajecto perdi peso. Encontrei do outro lado uma fluvial estação, numa alienação momentânea , consegui tactear teu conteúdo.
A intimidade permaneceu intacta ,a libido cravada nos olhos dos que nos vêem, lembrando nos a puta da culpabilidade de um corpo misterioso em movimento…
Abraça-me… deixei de ver… a vida

15/11/2007

queda de um anjo (fatal)


‘algo de saboroso tem a escamoteação da moderna morte – já existem cemitérios virtuais na net-.
pois é. Anete!’

assim falou O Virtual . um ser de pele tenebrosa, quarenta sois e duas luas de idade. julga-se ele no disfrute da maravilhosa ocasião: qualifica a morte dos outros: como um momento de alegria ? vender pensamentos positivos aos extenuados - é sua incumbência - . também um implacável amador é dos últimos suspiros no finar dos pacientes. pauta sua conduta pelo científico exercício do ventriloquismo funerário. nesta contemplação gulosa… (sua profissão de fé) … tem um ódio pela vida. possuído se torna aberrantemente em gulodice pela infelicidade.

no lado inverso ( o do verso - o lado) Constante , A Fêmea , quarenta luas e dois sois de idade. desconfiada profissional com bacharelato - tese - em Lirismo da Morte. tem assim os meios e técnicas para uma oposição eficaz a Virtual…
e foi…
fizera Constante bem composta uma pose! fazendo Virtual riscar-se em lixa caixa de fósforos.

acidente fatal
ardeu Virtual … virtualmente… fatalmente…॥

14/11/2007

História Urbana



Vitória dos reflexos “Urbanísticos”?

Que arreliação entre Ciência e Tecnologia?

Tecnologia e , entenda-se , a de ponta computorizada em formatos digitalizados, vulgo , power point, exibição em vídeo well.

Não houve aula hoje.

A tecnologia fez “gazeta” , por assim dizer, não assinou
Folha de Presença]




Sala 2.1 – Ciências Humanas
16,00 – 18,00 horas
Informação agora meteorológica: chove , céu encoberto lá fora, dentro a sala está na humidade , das janelas fechadas. mais logo ( boas? ) abertas
ligeiro arrefecimento soturno, prevê-se ?

09/11/2007

Aprendiz de Poeta


Anacrónico?
Errei na data
acertei no buraco

Sincrónico?
Pisando lata
tropeçando em Baco



Atónito?
pisando data
tropecei buraco
errando lata
acertei Baco.






Kimangola
O Kimangola pediu-me para publicar aqui... eu deixei.
Somos amigos né!?