20/12/2008

V entre Seios

DeSousa's


O V do teu Seio, wonderbrava um nível sintáctico, paralelado no inverso,
assumia uma superfície textual, organizando o pensamento.

Repousava o ponto de vista, na confluência do V em seio,
tacteado em trémulos desejos, nomeadamente, entre dois elementos.

Uma estrutura cruzada, por entre os lábios,
um suspiro relacionável com o momento, deixa se descobrir, tesamente.

Nas configurações frásicas, fásicas, fálicas,
falo um poema falatório do silêncio,
escutado… um nada universo.

18/12/2008

LISBOA (Séc.XVI)


Posturas E ordenações
coimas e danos inclementes
e o que a acusar aja o dobro pêra ssy
escravidão e penitência.
Esses ditos Juízes o nom fizeram
o pagamento aqui na terra
mandaram que quallquer carnyceiro
seria o justiceiro eleito.
Jtem mandaram que todos aqueles
que usem as justas medidas
afynadas per o afynador
técnico de mecânica humana.

Mandarom que nom sseja neh~u tam ousado.


Nota: Contexto parcelamento em suporte agrário.

01/12/2008

Puro e Limpo

...
{ … para além das coisas da sobrevivência, há histórias e canções. diferentes eram as crianças, queriam aprender a ser ELES, recusando a guarda da memória, da vertigem, onde muitos naufragam.
interrogam-se alguns sobre o quadro abstracto dos deveres e obrigações, nos olhos de todos nós pendurados… uma galeria móvel.
falta aquela delicadeza da imaginação, enquanto a nossos pés, toupeiras escavam subterrâneos. se a graça e a postura nos assomam à pele o porquê da existência do nervoso ar inquieto.
o prazer efectivo é solidão e silêncio. nesta descrição diante de mim, uma pomba BRANCA faz os preparativos de guerra. os guerreiros de olhos vendados ( ancestral costume),esperam nos seus guetos feitos de tijolo e cimento familiar.
das profundidades mais remotas, ei-lo, que se apresenta puro e simples – o amor – fecundado em cada flor. insaciáveis frutos unirão os que forem iluminados e os que não forem.
matizes puros, surgem… as aves, voam novamente.
}